Com apoio de atletas, empresas assinam pacto em “dia histórico” no esporte

Marcos Mesquita/Atletas pelo Brasil Rai, Hortência, Gustavo Borges Mauro Silva, Magic Paula e Ana Mozer no lançamento do “Pacto pelo Brasil” Com a presença de atletas, 20 empresas assinaram nesta quarta-feira (28), em São Paulo, o “Pacto pelo Esporte”, iniciativa pioneira de autorregulação de investimentos privados no setor. “Um dia histórico” para o Brasil, na definição do ministro do Esporte, George Hilton, e de outros presentes. O documento prevê 10 cláusulas, as quais deverão ser seguidas por todos os clubes, federações ou confederações de qualquer modalidade que queiram estabelecer relações de apoio com as empresas signatárias. Para que acordos entre patrocinadores e patrocinados sejam firmados, serão exigidas comprovações de práticas rígidas de gestão e governança.  “Um passo além do Profut”, comemora Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. “O ‘Pacto’ é o setor privado declarando que só apoiará aqueles que andarem na linha, dentro dos próprios critérios do Profut e outros adicionais, como criação de um comitê de ética e participação de atletas em conselhos”, avaliou. Na outra ponta, diz o cartola, o acordo também protegerá as empresas. “Amanhã ou depois uma entidade pode se envolver em algum escândalo e a imagem negativa pode respingar no patrocinador. Estão se resguardando”, disse, em posição apoiada pelo presidente da empresa farmacêutica Aché, Paulo Nigro: “Não podemos mais correr o risco de nos associarmos a entidades ligadas a práticas de má gestão”. Os contratos de patrocínio já em vigor serão respeitados. Em dois anos, os novos patrocínios passarão a seguir as regras do “Pacto”, estabelecidas pelas próprias empresas. Os signatários se comprometem a criar mecanismos de auxílio aos clubes, federações e confederações, a fim de facilitar a implementação de uma gestão transparente. O trabalho de um ano e meio teve o contato entre empresas e o cenário esportivo mediado pela “Atletas pelo Brasil”, organização presidida pela ex-jogadora de vôlei Ana Mozer. “O setor privado mostra que não tem de ajudar só colocando dinheiro. O objetivo final é um ambiente esportivo mais participativo e transparente. A lei, a fiscalização do governo e o acordo entre patrocinadores e patrocinados podem favorecer o esporte”, comemorou a ex-atleta.  Confira a lista de empresas signatárias até aqui: Aché, Banco do Brasil, Bradesco, BRF, Carrefour, Centauro, Coca Cola, Construtora Passarelli, Correios, Decathlon, Estácio, EY, Gol, Itaú, Johnson & Johnson, McDonald’s, P&G, Somos Educação, TAM e Vivo

 

Fonte: http://www.noticiahoje.com.br/NoticiasWeb.aspx?ID=23557485.127148.17013117

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